DO · Território de origem

Chapada Diamantina

Café

Chapada Diamantina é uma denominação de origem relacionada a Café, em BA. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.

Chapada Diamantina é uma denominação de origem relacionada a Café, em BA. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.

A Denominação de Origem reconhece a ligação das qualidades ou características de um produto ou serviço com o seu meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.

Os documentos e a delimitação apresentados nesta página ajudam a conhecer o que identifica essa origem. A inclusão de um município não significa que toda a sua área esteja abrangida pela indicação geográfica. Visitas a produtores dependem dos canais e das condições informados por cada estabelecimento.

Conheça esta origem

Nome no registro
Chapada Diamantina
Registro INPI
BR412022000019-3
Modalidade
Denominação de Origem
Estado relacionado
Bahia
Concessão do registro
15/10/2024
Representação figurativa registrada de Chapada Diamantina

Onde fica a área geográfica

A delimitação define a área vinculada a esta origem. Consulte o documento oficial para limites, condições e eventuais áreas parciais.

Os limites contemplam 24 municípios inseridos na Mesorregião Centro Sul Baiano, sendo eles: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaeté, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner.

O que caracteriza o produto ou serviço

As variedades exigidas para a produção de café na área delimitada da região Denominação de Origem “Chapada Diamantina”, devem ser todas da espécie Coffea arabica L., com exceção de variedades transgênicas, nas seguintes condições: em grãos verdes (café cru) e industrializado (café torrado e/ou torrado e moído). Os grãos de café são produzidos por meio de um processo sustentável e que acentue os atributos organolépticos, físicos e químicos dos grãos. A quase totalidade da colheita, por exemplo, é realizada de forma manual.

O processamento pode se dar tanto pela via úmida, formando o café descascado; café descascado e desmucilado; e/ou café despolpado com fermentação, como pela via seca, formando o café natural. A determinação da qualidade dos grãos de café da Denominação de Origem “Chapada Diamantina”, depende da classificação mínima (80 pontos) estabelecida por uma análise a qual todos os lotes de grãos de café da unidade produtiva, são submetidos.

A relação entre o produto e o lugar

A documentação descreve os elementos do ambiente, da história e do saber-fazer associados a esta indicação.

A qualidade do café da Chapada Diamantina, segundo a documentação apresentada, é resultado da interação entre fatores ambientais e práticas de cultivo, sendo que os estudos científicos apresentados, visam a aprofundar a compreensão desses elementos e de como eles influenciam as características sensoriais e químicas da bebida. A altitude, a temperatura e a orientação das encostas são variáveis ambientais cruciais para a qualidade do café cultivado na Chapada Diamantina.

Cafés produzidos majoritariamente em altitudes superiores a 1.050 metros (a altitude mínima de produção autorizada é de 850 metros), especialmente em encostas com orientação norte, conforme documentos apresentados, apresentam melhores atributos sensoriais, como doçura, acidez e corpo. Essa relação é atribuída à atenuação dos extremos térmicos (amplitude térmica) e à maior incidência de luz solar nessas áreas. Quanto aos fatores humanos, o manejo pós-colheita e o conhecimento tradicional dos produtores também exercem um papel fundamental na qualidade do café da Chapada Diamantina.

A quase totalidade da colheita é realizada manualmente, e técnicas de secagem adaptadas às condições locais, como a utilização de terreiros cobertos, contribuem para preservar a qualidade dos grãos. Análises químicas revelaram um perfil químico distintivo para os cafés da Chapada Diamantina, com maiores teores de lipídeos, ácidos orgânicos e clorogênicos, que compostos conferem à bebida características sensoriais locais, como aroma e sabor agradáveis.

A IG caracteriza os cafés da denominação de origem a partir da altitude mínima para os cafezais e o score mínimo da bebida de 80 pontos segundo a metodologia da Specialty Coffee Association (SCA), são alguns dos requisitos para que o produtor possa utilizar a DO. Por fim, a combinação de fatores naturais favoráveis e práticas de cultivo adequadas confere ao café da Chapada Diamantina um perfil sensorial único e de alta qualidade.

A altitude, a temperatura, a orientação das encostas, o manejo pós-colheita e o conhecimento tradicional dos produtores são elementos que contribuem para a excelência da bebida, posicionando-a como um produto de destaque no mercado nacional e internacional.

Quem requereu o registro

Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina

Entidade indicada como requerente na ficha técnica consultada.

Municípios relacionados

O vínculo documentado não significa que todo o território de cada município esteja dentro da IG.

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