DO · Território de origem
Costa Negra
Camarões marinhos cultivados da espécie Litopenaeus Vannamei
Costa Negra é uma denominação de origem relacionada a Camarões marinhos cultivados da espécie Litopenaeus Vannamei, em CE. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.
Costa Negra é uma denominação de origem relacionada a Camarões marinhos cultivados da espécie Litopenaeus Vannamei, em CE. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.
A Denominação de Origem reconhece a ligação das qualidades ou características de um produto ou serviço com o seu meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.
Os documentos e a delimitação apresentados nesta página ajudam a conhecer o que identifica essa origem. A inclusão de um município não significa que toda a sua área esteja abrangida pela indicação geográfica. Visitas a produtores dependem dos canais e das condições informados por cada estabelecimento.
Conheça esta origem
- Nome no registro
- Costa Negra
- Registro INPI
- IG200907
- Modalidade
- Denominação de Origem
- Estado relacionado
- Ceará
- Concessão do registro
- 16/08/2011

Onde fica a área geográfica
A delimitação define a área vinculada a esta origem. Consulte o documento oficial para limites, condições e eventuais áreas parciais.
Área aproximada de 428,74 km², na região do Baixo Acaraú, englobando o território dos municípios de Acaraú, Cruz e Itarema, no Estado do Ceará.
O que caracteriza o produto ou serviço
Camarões marinhos da espécie Litopenaeus vannamei cultivados em cativeiro. Para ter a denominação de origem, o camarão precisa ser produzido a partir de larvas cultivadas na região. Com as melhorias no processo, o crustáceo chega ao mercado com até 50 gramas e 11 centímetros.
A relação entre o produto e o lugar
A documentação descreve os elementos do ambiente, da história e do saber-fazer associados a esta indicação.
O camarão COSTA NEGRA possui maior teor de proteína e desempenho zootécnico superior (características do produto) se comparado a outros camarões de cultivo, em razão das características do solo da região (elementos naturais), o qual, com o correto manejo (elementos humanos), permitiria a utilização de biomassa natural dentro dos tanques de engorda o que reduziria o volume de ração industrializada.
A área estudada possui características próprias, sendo predominantemente plana e formada por solos com grande concentração de sedimentos orgânicos, em boa parte do Rio Acaraú, permanecendo submersos e não sendo erodidos pelo movimento longitudinal das ondas (Planície de Maré), mostrando grandes extensões de praias formadas por sedimentos escuros e acinzentados.
O litoral da região é formado por Gleissolos, que ficam permanente ou temporariamente saturados por água estagnada internamente, com a redução de compostos ferrosos em meio anaeróbico, bem como alta salinidade e sodicidade (caráter sódico), possuindo baixíssima permeabilidade, fatores que favoreceriam a construção de viveiros para carcinicultura.
A água utilizada nos viveiros é obtida na região diretamente de fontes naturais, tanto do rio Acaraú, quanto do mar (em baixa e alta mar) se mostraria adequada a carcinicultura, devendo apenas ser empregadas técnicas de manejo e controle da qualidade das águas superficiais captadas para uso, evitando sua contaminação, a erosão dos solos e o assoreamento dos canais, bem como favorecendo o desenvolvimento de microrganismos aeróbicos.
A camada superficial dos viveiros é denominada Camada Flocosa, tendo fundamental relação com a qualidade da água e a operação de cultivo do camarão, sendo rica em microrganismos decompositores que mineralizam rapidamente a matéria orgânica que se sedimenta no fundo dos viveiros, facilitando o desenvolvimento do camarão, ao agregar nutrientes naturais da cadeia. O solo é rico em bactérias autotróficas e heterotróficas, sendo as primeiras fundamentais no ciclo do nitrogênio (bactérias nitrificantes) dentro dos viveiros, assimilando CO² via quimiossíntese e tendo seu desenvolvimento limitado pelo excesso de compostos orgânicos.
As bactérias heterotróficas, por sua vez, ajudam na eliminação e produtos tóxicos, degradam a matéria orgânica, produzem oxigênio (qualidade da água do viveiro), previnem algumas enfermidades e são fontes de alimento ricas para os camarões, pois os “flocos de bactérias” possuem cerca de 40% de proteína.
O fitoplâncton e diatomáceas se reproduziriam dentro do ambiente dos viveiros e seriam importantes para o desenvolvimento dos camarões, proporcionado, segundo afirmam, “ótimo desempenho zootécnico (...) e, consequentemente, com um maior percentual dos níveis médios de sobrevivência final dos ciclos de cultivo”, incorporando matéria orgânica a cadeia alimentar nos viveiros de cultivo do camarão. A alimentação natural para a carcinicultura, entre microalgas e outros, consistiria basicamente de diatomáceas, clorofíceas, cianofíceas, dinoflagelados, algas totais, zoo plâncton e protozoários.
Assim as características típicas do solo da região da Costa Negra (Gleissolos) associadas a água da região, rica em matéria orgânica, são favoráveis a carcinicultura, permitindo a abundância de biomassa na região da Costa Negra, em especial de poliquetas, influencia na qualidade do camarão lá produzido, conferindo maior teor proteico e favorecendo a coloração e o sabor, atribuindo
Quem requereu o registro
Associação dos Carcinicultores da Costa Negra
Entidade indicada como requerente na ficha técnica consultada.
Municípios relacionados
O vínculo documentado não significa que todo o território de cada município esteja dentro da IG.
Ceará
Acaraú
Conhecer destinoCeará
Itarema
Conhecer destinoCeará
