DO · Território de origem
Região do Cerrado Mineiro — Café
Café verde em grão e industrializado torrado em grão ou moído
Região do Cerrado Mineiro — Café é uma denominação de origem relacionada a Café verde em grão e industrializado torrado em grão ou moído, em MG. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.
Região do Cerrado Mineiro — Café é uma denominação de origem relacionada a Café verde em grão e industrializado torrado em grão ou moído, em MG. Para quem deseja conhecer essa origem, o ponto de partida é entender o produto, o território e os saberes ligados à sua produção.
A Denominação de Origem reconhece a ligação das qualidades ou características de um produto ou serviço com o seu meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.
Os documentos e a delimitação apresentados nesta página ajudam a conhecer o que identifica essa origem. A inclusão de um município não significa que toda a sua área esteja abrangida pela indicação geográfica. Visitas a produtores dependem dos canais e das condições informados por cada estabelecimento.
Conheça esta origem
- Nome no registro
- Região do Cerrado Mineiro
- Registro INPI
- IG201011
- Modalidade
- Denominação de Origem
- Estado relacionado
- Minas Gerais
- Concessão do registro
- 31/12/2013
- Última alteração
- 15/03/2022

Onde fica a área geográfica
A delimitação define a área vinculada a esta origem. Consulte o documento oficial para limites, condições e eventuais áreas parciais.
A região delimitada da "Região do Cerrado Mineiro" é a área definida pela Portaria 165/95, de 27 de abril de 1995 do Instituto Mineiro de Agropecuária, compreendendo as áreas geográficas delimitadas pelos paralelos 16° 37' a 20° 13' de latitude e 45° 20' a 49° 48' de longitude, abrangendo as Regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e parte do Alto São Francisco e do Noroeste.
O que caracteriza o produto ou serviço
Os cafés assim que colhidos podem ser processados via seca resultando em café natural, ou ainda serem processados via úmida o que resulta em cafés descascados, desmucilados ou despolpados. i) Café natural: trata-se do café recém-colhido, que pode passar por um processo de lavagem ou não, e que é seco em terreiro e/ou secador, e ao finalizar a secagem permanece com casca e pergaminho.
A Região apresenta uma grande aptidão para produção de cafés naturais, isto dadas as condições climáticas, com invernos frios e secos, que coincide com o período de pós-colheita do café, o que reduz riscos de perda de qualidade durante processamento. ii) Cereja Descascados: trata-se de lote de café que após colhido é lavado separando-se hidraulicamente a porção cereja + verde da porção boia (frutos secos, chocos, mal granados e em estádio passa). A porção cereja + verde passa por equipamento específico que promove o descascamento dos grãos cereja (CD1), ou ainda, frutos verde cana (CD2).
Além desta porção, a porção de frutos que estão em estágio de passa podem ser fracionadas por meio de ferramenta denominada peneirão. Esta porção passa pode, a depender da estratégia do produtor ser descascada. Após este procedimento é seco em terreiro e/ou secador, e ao finalizar a secagem permanece com pergaminho. iii) Cereja Desmucilado: trata-se de lote de café que após colhido é lavado separando-se hidraulicamente a porção cereja + verde da porção boia (frutos secos, chocos, mal granados e em estádio passa).
A porção cereja + verde passa por equipamento específico que promove o descascamento dos grãos cereja (CD1) e estes são direcionados para equipamento específico que promove a remoção da mucilagem aderida ao pergaminho dos grãos descascados. A depender da regulagem deste equipamento, pode-se remover maior ou menor quantidade de mucilagem. Após este procedimento é seco em terreiro e/ou secador, e ao finalizar a secagem permanece com pergaminho. iv) Cereja Despolpados: trata-se de lote de café que após colhido é lavado separando-se hidraulicamente a porção cereja + verde da porção boia (frutos secos, chocos, mal granados e em estádio passa).
A porção cereja + verde passa por equipamento específico que promove o descascamento dos grãos cereja (CD1). Após a etapa de descascamento dos frutos, a mucilagem aderida ao pergaminho é parcial ou totalmente retirada por métodos de fermentação biológica. Após este procedimento é seco em terreiro e/ou secador, e ao finalizar a secagem permanece com pergaminho. O beneficiamento do café deve ser efetuado na própria propriedade, ou propriedade autorizada, utilizando máquinas apropriadas para este processo.
Este procedimento consiste em retirar completamente a casca e/ou pergaminho do grão, bem como impurezas, e promover uma préclassificação do café em escolha, bica corrida, estrelinha e em alguns casos pode-se ter outras fragmentações. a) A escolha consiste em grãos quebrados, mal formados ou mal granados ou outro defeito. b) A bica corrida compreende a porção comercial, com maior percentual de grãos inteiros de maior densidade. c) A estrelinha consiste em resíduos de casca e grãos, ou outros.
Os cafés verdes devem apresentar aspecto bom e/ou regular, nunca ruim ou péssimo, ou seja, livre de defeitos extrínsecos como pau, pedra e/ou torrão ou qualquer substância estranha. Devem ser livres de odores ruins e/ou de substâncias estranhas ao café. E principalmente devem estar livres de defeitos capitais como Preto, Verde e Ardido (PVA). A bebida deve obrigatoriamente ser limpa, ou seja, livre de defeitos sensoriais em qualquer xícara, atingindo pontuação mínima de 80 pontos segundo protocolo estabelecido pela Associação de Cafés Especiais (SCA).
Em relação aos atributos sensoriais encontrados nos cafés da Região, predominantemente, encontrase o aroma e sabor notas de caramelo, chocolate e nozes, acidez cítrica evidente e um corpo denso, com finalização prolongada. No entanto, ressalva-se que notas sensoriais diferentes destas podem ser encontradas, devido ao terroir e, principalmente, a processos pós-colheita e novas variedades plantadas, vinculando o meio geográfico e os fatores naturais e humanos. O café torrado em grão ou torrado e moído deve ser 100% composto por grãos originários da área delimitada, da espécie arábica.
Produtos formados por blends, de espécies não arábicas, não são aceitos. A técnica usada para torrefação e moagem deve comprovadamente garantir a qualidade final do produto, livre de impurezas, aditivos ou qualquer outro elemento que altere a qualidade, aroma, cor, sabor, mantendo o padrão 100% de pureza.
A relação entre o produto e o lugar
A documentação descreve os elementos do ambiente, da história e do saber-fazer associados a esta indicação.
A Região do Cerrado Mineiro se destaca na produção de café por apresentar estações do ano bem definidas, resultando em uma maturação uniforme dos frutos de café. A abundância de sol durante a colheita cria condições ideais para o grão absorver e reter o aroma distinto e o sabor adocicado da polpa, num processo que é único. Cafés encorpados, com aroma complexo e com uma acidez delicadamente cítrica. A perfeita definição das estações climáticas, com verão quente e úmido e inverno ameno e seco, é uma característica da região que influencia no produto.
Os cafeeiros são cultivados em áreas com altitude mínima de 800 metros, e o resultado são cafés com identidade e qualidade únicas. Estes elementos encontrados na região aliados ao manejo do homem são responsáveis por obter um produto com aroma intenso com notas de caramelo a nozes, delicadamente cítrico, com sabor adocicado com aspecto de chocolate. O café é cultivado em uma região que se encontra na faixa ideal de aptidão térmica para o café arábica, permitindo frutificação uniforme e alta produtividade. Na região, é cultivada a espécie Coffea arábica através da colheita manual no pano ou mecanizada.
Os produtores da região comumente selecionam as sementes das plantas mais vigorosas dos talhões mais produtivos da propriedade. O plantio dos cafeeiros na região requer técnicas avançadas de cultivo, manejo e fertilização do solo. Os frutos, colhidos no estágio de cereja, são despolpados (retirada da casca) e degomados (retirada da mucilagem) por meio da fermentação natural da mucilagem, em tanques com água. Subsequente, estas sementes são secas à sombra, ficando as mesmas com uma película superficial chamada de “pergaminho”. Posteriormente, as sementes são secas à sombra até umidade de 30% e 35%.
Ao atingir esta umidade, estas sementes são armazenadas em câmaras frias ou levadas para o viveiro. Os viveiros são instalados em local de fácil acesso, mesmo em época de chuvas, ensolarado, arejado e com solo bem drenado. Os cuidados com as mudas vão desde substrato utilizado; forma de semeadura; plantio e cobertura, irrigação; manejo das principais pragas e doenças, nematoides e plantas daninhas; até o desbaste e aclimatação. Posteriormente, realiza-se o transplantio, quando as mudas aclimatadas já atingiram de 4 a 6 pares de folhas.
Após o transplantio do café e durante a condução da lavoura, são realizados tratos culturais básicos como aplicação de fertilizantes e manejo de pragas do cafeeiro, plantas daninhas e doenças. A colheita, por sua vez, pode se dar de forma manual ou mecanizada. Assim que colhidos, os cafés podem ser processados via seca resultando em café natural, ou ainda serem processados via úmida o que resulta em cafés descascados, desmucilados ou despolpados. O beneficiamento do café é feito na própria propriedade ou propriedade autorizada, utilizando máquinas apropriadas para esse processo.
Quem requereu o registro
Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado
Entidade indicada como requerente na ficha técnica consultada.
Municípios relacionados
O vínculo documentado não significa que todo o território de cada município esteja dentro da IG.
Nenhum vínculo municipal homologado neste cadastro.
